Somando mercado a vista e futuro, mais de R$ 30 bilhões saíram da B3 no primeiro trimestre, metade de todos os recursos de fora que ingressaram em 2023 

 

Bruno Lima, analista de ações do BTG Pactual A quebra de expectativas em relação ao afrouxamento da política monetária nos Estados Unidos é o fator comum dos discursos que explicam a debandada dos estrangeiros no mercado de ações brasileiro. Mas não é o único. No balanço de riscos avaliados pelos investidores gringos estão o fiscal doméstico, interferência na Petrobras e a Selic alta, que encarece o hedge cambial feito pelos estrangeiros. O último ano em que houve saída líquida de estrangeiro da B3 foi em 2019, com a retirada de apenas R$ 6,5 bilhões. Os últimos três anos foram de ingresso de recursos, com R$ 41,5 bi, R$ 119,9 bi e R$ 55,9 bi, respectivamente em 2021, 2022 e 2023. No acumulado do primeiro trimestre deste ano, até 26 de março, a B3 já perdeu em termos líquidos R$ 22,5 bilhões de recursos estrangeiros. Se somados os R$ 10 bi que deixaram o mercado futuro, os R$ 32,5 bi representam mais da metade de tudo que ingressou no ano passado no mercado de ações. A boa notícia é que, na visão dos entrevistados pela Capital Aberto, a saída forte de recursos estrangeiros é sinal de que o cenário negativo já… 

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